sexta-feira, 30 de maio de 2008

Acasos de cães e andorinhas


Moro numa pequena cidade do interior, meia morta, meia viva, deserta de gente, por isso é pouco frequente cruzar-me com alguém, mesmo quando atravesso a cidade de ponta a ponta. Menos frequente ainda é ouvir alguém falar, seja com alguém que vai ao lado, seja mesmo ao telemóvel.

No entanto o pouco que ouço é demasiado adequado a servir de base aos meus posts aqui no blog. Eu até acredito que possam haver coincidências, mas também acredito que devem ser muito menos frequentes do que se pensa, que a maioria do que nós classificamos como acasos, não o são.

Aqui vão portanto os excertos:

(rapaz ao telemóvel, esta tarde) - Agora nem lhes vou dizer que o cão morreu. Sempre quero ver se perguntam pelo cão.

(rapaz num grupo de rapazes, pouco depois da meia noite) - Sabem o bairro XXX? Vocês vão lá, é só andorinhas mortas pelo chão.

Acho que foi só isto que ouvi de passagem na rua hoje, apesar de ter andado pelo menos hora e meia na rua.

Ontem a caminho do trabalho vi qualquer coisa no chão, pareceu-me um pequeno ser vivo (já morto) mas nem quis olhar duas vezes. Hoje ao final da tarde voltei a passar pelo mesmo sitio e olhei com mais atenção, sem parar. Pareceu-me um pequeno pássaro e olhei para cima. No beiral do prédio havia uma série de ninhos de andorinha.

Ontem no grande parque onde costumo levar o meu cão, não vi um cão com quem o meu costuma brincar. Soube que a policia o tinha tentado apanhar em vão há uns dias. Fiquei também com o nº de telemóvel do dono, porque o vi na coleira (nunca vi o dono).

Já tenho uma ideia do tipo de imagem que quero colocar aqui. Depois logo a tento concretizar.

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