quarta-feira, 18 de junho de 2008

Fim - Gnu e hienas

Este post tem tudo o que é preciso para ser um fim. Se não vier a ser simplesmente um fim, é porque para além de fim será início.

Eu compreendo o que vou aqui escrever (e o que aqui foi escrito, ao contrário dos posts anteriores, foi escrito ao longo de vários dias e por isso algumas ideias estão algo desarticuladas, apesar do meu esforço para ser coerente), mas será uma batalha conseguir aceitar e sentir de acordo com o que acho que compreendi.

Na realidade a ideia andava na minha cabeça há muito tempo de uma forma muito tosca e eu queria expressá-la sob a forma de uma imagem ou vídeo, mas vai ser por texto e de forma muito mais clara até para mim.

O mal que existe, que vivenciamos, que presenciamos, parece estar para além do alcance da nossa compreensão. Talvez não esteja tanto como eu pensava. É uma ideia simples e não devo complicá-la mais.

Um ecossistema vive em guerra. O nosso corpo vive em guerra. Nós vivemos em guerra. Mas a guerra não existe se aceitarmos que somos parte de um todo, que cada um de nós é de alguma forma o Universo inteiro. Basta estender o sentimento que temos quando olhamos para as nossas mãos ou cara para tudo o que nos rodeia.

Já tinha falado disto antes: é uma questão de escala. Quem vê uma floresta, vê uma cena idílica, mas na verdade há uma luta interminável entre todos os seres que se tornaria mais aparente se pudéssemos ver a cena em acelerado. E essa luta não tem importância se virmos à nossa velocidade.

Há-de haver uma distância a que nos possamos colocar em que uma guerra humana, um matadouro, um aviário, um barco de pesca de arrastão, o som de milhares de moto-serras a derrubar uma floresta seja belo ou pelo menos, parte de algo belo.

A essa distância só poderá estar Deus e é a nessa posição que eu quero estar. Não se engane quem ler esta frase e a tomar como uma ambição de poder. Eu vejo-a como uma submissão, como desejar ter a capacidade de olhar para o mundo e acreditar que é perfeito tal como é.

Hábitos: uma das forças mais poderosas nas nossas vidas. Nós estamos habituados às nossas mãos, cara, etc, são nossos. Imaginemo-nos a olhar para o nosso fígado, intestinos ou rins. O sentimento não seria igual, requer habituação. Penso que é uma questão de hábito, poder olhar tudo o que nos rodeia e pensar "De alguma forma tudo isto sou eu".

Aquela montanha, o céu, o Sol, a Lua, as estrelas, sou eu.
O mar, o vento, o fogo que devasta as florestas, sou eu.
A formiga, as andorinhas, as corujas, sou eu.
A pulga que suga o sangue do meu cão, sou eu.
O meu cão sou eu. Aqui está um bom ponto de partida, é tão fácil sentir isto.
Daqui pode-se partir para a família, amigos.
A passagem para os inimigos, também não é complicada.
Aquele homem explorador, sou eu.
Aquelas crianças com fome, que me pediam em vão comida com a cara encostada às grades da minha cozinha algures em Africa, sou eu.
Não há injustiça, não há mal, tudo está assim em ordem.
Tem que sobrar no meio de isto tudo uma forma universal de amor.

Terei que me habituar, pouco a pouco a estender o sentimento de empatia por forma a abarcar o máximo possível, mas pouco a pouco e é necessário que seja um hábito. Começar
pelas coisas mais fáceis e ir progredindo.

Hoje vi por duas vezes que estou a uma enorme distância de conseguir chegar a algum lado. Em zapping pela tv, passei por um documentário em que podia ver um gnu e um grupo de hienas. Quando vi o gnu, ele já estava exausto, deitado na erva como se estivesse a descansar. As patas da frente dobradas para dentro, a cabeça erguida. Para mim, nada na cara dele denotava cansaço, mas a locução assim o disse.

A cabeça estava erguida e ele não olhava para trás, olhava calmamente em frente. A cabeça oscilava um pouco devido aos puxões que levava por trás, à medida que as hienas, num grupo compacto atrás, o comiam vivo.

E nada na cara dele, meu Deus. A cara dele não mostrava nada, ele olhava em frente. E eu à espera que as hienas passassem para a frente, que uma lhe apanhasse o pescoço e outra as narinas para o sufocar, mas não, continuaram a abri-lo por trás, pela zona que rodeava o ânus e parte de trás das patas. Finalmente caiu devagar para o lado e continuou vivo.

Nunca fui capaz e não queria escrever o que vou escrever: nunca serei capaz. Dói tanto como quando era criança, se dói menos, não será muito menos. Que caminho longo terei que percorrer para olhar para aquilo de outra forma? Que luta perdida terei que travar?

Hoje também morreu um animal do qual eu cuidei durante alguns meses. Não foi tão violento como o que vi na tv. Apesar de ser mesmo à minha frente, ele era muito mais pequeno, de sangue frio e talvez tenha sido doença.

É mais fácil lidar com a morte do que com a dor. No entanto, a dor foi desenvolvida pela vida, como algo que nos ajuda a sobreviver, a dor é um sinal de alarme de que a vida está em perigo.

Estou a tentar trocar a dor que sinto quando presencio sofrimento pelo quê? Pela paz? E o que é que vai em troca?

Não queria acabar o blog desta maneira, mas para já não vejo como o continuar.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Corujas e andorinhas - Parte II


De vez em quando sonho com peixes que em vez de nadarem na água, nadam no ar. Não se movem como pássaros mas como insectos.

A sensação que tenho quando os vejo em sonhos é semelhante à que tive hoje quando vi uma quantidade de andorinhas a voar muito baixo, havendo mesmo algumas pousadas no chão. À primeira vista pensei que estivessem a apanhar barro para fazer o ninho, mas a zona em que estavam pousadas era uma zona de terra batida muito seca. Não precisei esperar muito tempo para ver duas delas a acasalar.

Os céus estão cheios delas, porque aos pais se juntaram os filhotes. Nota-se perfeitamente quem é quem devido à grande diferença de agilidade no voo.

O Verão está aí a chegar e praticamente todos os dias passo um bocado sentado num banco de jardim em frente a um lago com o meu cão. É raro aparecer mais alguém, pelo menos aos dias de semana. É um bocado em que se vê as nuvens passar, se sente o jogo entre o Sol e o vento na pele e se vê as andorinhas a rasar a água. Como dizem os americanos, não fica melhor do que isto.

À noite, no intervalo do trabalho, tive a sorte de voltar a ver a entrada de uma coruja para o ninho na parede, abaixo da linha dos ninhos das andorinhas. Uma entrada menos perfeita que a primeira que tinha visto. Passados segundos, sai outra coruja que estava em cima do telhado e segue pela cidade num voo muito irregular para uma coruja. Fiquei a pensar que talvez fosse um dos progenitores que saiu para caçar quando chegou o outro. Mas depois há uma outra coruja que chega e tenta entrar no ninho. Comecei a ouvir soprar no ninho e fiquei na dúvida, se seriam os filhotes a lhe pedir comida que não tinha, ou a tentar expulsar um intruso. De qualquer forma, os filhotes ficaram a soprar durante muito tempo.

E quando há muitas coisas a dizer sobre pássaros, sobra menos espaço para divagar. Aqui fica mais uma imagem (acima, como os pássaros devem estar).

sábado, 7 de junho de 2008

O fim do sofrimento

Hoje tocaram à campainha e fui à porta ainda meio estremunhado. Eram duas testemunhas de Jeova e eu não necessitei mentir quando lhes disse que a altura não era conveniente. Compreenderam e pediram-me só para receber um folheto, e a frase que a senhora disse que me ficou na memória foi "O fim do sofrimento vai chegar".

Eu respondi com uma pergunta de forma completamente idiota "E o fim do prazer também?". Eles não souberam bem o que dizer, uma vez que a minha resposta foi bastante ao lado, nem nós nos conhecíamos ao ponto de eu fazer este tipo de humor. Mas verdade é que esteve um dia esplêndido, após Abril e Maio tão chuvosos e não há nada que se possa comparar a estar dentro de uma casa naturalmente fresca, na penumbra durante um dia quente e cheio de sol.


Passada a confusão, lembro-me de me ter fixado no tema do sofrimento vs prazer e da senhora me ter dito que não podíamos compreender os desígnios de Deus, mas que Deus não quis que houvesse este sofrimento no mundo. Eu disse que era provavelmente um problema de distância.

Esta ideia do problema da distância é algo que quero concretizar do ponto de vista artístico há muito tempo e foi por isso que me ocorreu mencioná-la no meio da conversa. Eu disse "Imagine-se a contemplar uma paisagem extremamente bonita no campo. Mas se olhar mais próximo vai ver competição entre as plantas pela luz e pelo espaço, pássaros a perseguir e comer insectos, etc.". Deus será um espectador distante, só isso.

Enquanto concretizo e não concretizo esta ideia sob a forma de uma imagem, resolvi aproveitar este período mais criativo para fazer umas imagens baseadas nos quadros de uma amiga e oferecer-lhe pelo aniversário. Apesar de ser um conjunto de imagens inspiradas em quadros, considero que ainda estão dentro da mesma série das anteriores, porque ainda estou a usar a mesma técnica. Aqui vão elas, espalhadas pelo post.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O pardal


O pardal morreu. Parece que não resistiu ao frio, mesmo numa noite de Junho.

Em certas partes da África Oriental, não se marca o nascimento de uma criança com o parto ou com a data de concepção, mas com o dia em que o pensamento dessa criança surge na mente da sua mãe. Então ela sai da aldeia, vai para o campo e senta-se debaixo de uma árvore. Ela aguarda que a criança lhe diga qual é a sua canção.

Depois ela volta para a aldeia e ensina a canção às mulheres que a vão assistir durante o parto. Desta forma os primeiros sons que a criança ouve ao nascer são a sua própria canção entoada pelo grupo de mulheres. Mas mesmo antes, a criança já conhece a canção, que mais não seja de ouvir a sua mãe cantá-la antes de ter nascido.

Se a criança cai e chora, há sempre alguém que a consola e lhe canta a sua canção. Essa canção acompanhará a criança pela vida fora, desde rituais de passagem e casamento até ao dia da sua morte.

Por vezes quando me olho ao espelho ou ouço, leio ou penso no meu nome, tenho dificuldades no reconhecimento.

Não vejo estas imagens como criações minhas e isto deve-se em grande parte à forma como as crio. É um processo de experimentação e selecção. Antes de ter criado esta, tinha criado outra e não gostei do resultado. Temi que esta série estivesse já a chegar ao fim. Deitei 90% fora e recomecei. Aqui está o que foi fora.

terça-feira, 3 de junho de 2008


Na fase inicial da criação de uma série de imagens, a vontade de experimentar é tanta que as imagens fluem mais rápido que o texto. Não tinha nada para dizer e já tinha uma imagem pronta.

Andei um pouco navegando pela blogosfera ao acaso, simplesmente carregando em "blog seguinte". Que experiência desgraçada e medíocre. Porquê, porque é que foi uma má experiência?

A resposta é simples, até para alguém pouco propenso a introspecções como eu: porque fui preguiçoso, porque não me quis dar ao trabalho de procurar além do 1º nível. Se eu consigo estar para aqui a falar de pássaros, porque é que não posso encontrar coisas fascinantes num blog onde um adolescente mostra fotos suas e dos seus amigos ou num blog sobre um bebé ou sobre umas férias?

E para que quero eu este blog? Esta pergunta já devia estar mais do que resolvida na minha cabeça e não está. O blog não tem visitas e dou por mim a ficar decepcionado por não ter. O melhor é esquecer e continuar, sem pensar mais sobre o assunto, continuar a fazer imagens e arranjar o que dizer.

As respostas são sempre simples e no texto acima eu já estava a complicar: continuarei a mexer no blog enquanto gostar de o fazer.

E os posts que não forem sobre pássaros não têm título.

Espectativas


Enquanto ia para o trabalho, ia tentando decidir se deveria olhar para os locais onde tinha visto andorinhas mortas. Ao aproximar-me do local onde tinha visto a primeira andorinha morta, olhei confiante porque sabia que no dia anterior já a tinham removido. No entanto estava lá outra.

Esta surpresa baralhou-me o raciocínio que tinha feito em que pesava os prós e os contras de olhar para o chão ou para o céu para ver andorinhas vivas em vez de mortas. Como resultado, ao aproximar-me do edifício em que trabalho e onde tinha visto muitas andorinhas no chão, olhei. Olhei e não vi. Não vi andorinhas mortas.

Hoje ao pé de um lago, uma abelha lutava contra a viscosidade da superfície da água. É mesmo um problema de escala. Para nós esse problema não existe, mas para animais pequenos é na maior parte das vezes o fim. Mas não para todos.

Para esta abelha não foi o fim porque eu mergulhei a trela do cão na água, ela agarrou-se subiu e secou-se no topo do banco de jardim. Assisti inclusive a uma daquelas cenas de filmes de acção em que alguém cai da beira de um prédio e a câmara (eu) depois mostra que afinal o personagem ficou preso numa parte da estrutura do prédio.

Voltando à viscosidade da água, muitos pequenos animais podem ser tirados a tempo quando caem na água e, tendo oportunidade de se secarem, estão safos.

Outros são tão pequenos que se têm o azar de romper a membrana da superfície da água, esta envolve-os e mata-os em 2 ou 3 segundo. Mesmo que se tente retirá-los imediatamente, não serve de nada. No entanto são tão pequenos, que algumas vezes, se calha uma pequena quantidade de água lhes passar por cima e seguir, eles conseguem sair ilesos.

Lembro-me de ver isto acontecer algumas vezes com umas formigas brasileiras muito pequeninas. Se a água passar rapidamente por cima delas, elas têm uma boa possibilidade de saírem da experiência enxutas.

Fiz esta imagem uma meia hora antes deste episódio da abelha.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Augurios de Verão


É tempo. A 1ª série de imagens chegou ao fim, eu nem sabia que ia haver uma só imagem quando iniciei o blog, quanto mais várias séries delas.

Não quero mais explorar aquele tipo de imagem, com aquele estilo de cores, etc (se me pusesse à procura, talvez encontrasse a lista completa de coisas que aquele conjunto de imagens tem em comum, mas não o vou fazer, daí o "etc").

Nas últimas imagens, eu já estava a esgotar a frescura das ideias iniciais, fossem elas quais fossem e já era tudo demasiado forçado. É altura de mudar.

Continuando a minha recusa que este blog seja algo demasiado pessoal ou pior ainda, uma forma de tocar outros, cada vez mais o blog é um pretexto para criar.

Hoje o meu cão encontrou um pequeno pardal na rua. Ele viu-o primeiro, mas eu consegui chegar antes.

O pardal estava em frente a dois portões de uma vivenda fechados. Quando eu cheguei ao pé dele, evitando que o meu cão chegasse antes, o pardal não fugiu. Pensei em empurrá-lo para dentro do quintal, que tinha muita vegetação, os pais concerteza iriam alimentá-lo. Mas pensei que poderia ser apanhado por um gato ou que voltasse para a rua. Apanhei-o e levei-o para casa.

Esvaziei um pacote de biscoitos do cão e coloquei o pardal lá dentro, procurei na net o que lhe deveria dar para comer e fui preparar a sua refeição. Pensei deixá-lo ficar com o pacote de biscoitos vazio como casa, porque para além de ser aconchegante, não permitia que ele me visse ou que eu o visse e me afeiçoasse demasiado a ele. Rapidamente lhe arranjei um casa de vidro: um aquário em forma de globo que ficou ao lado do monitor do meu pc.

Que cara séria, zangada e decidida tem um pequeno pardal. Comecei a dar-lhe comida, forçando a abertura do bico e inserindo a seringa com comida. Exagerei na dose e ele arfou com o bico aberto. Parecia que não conseguía respirar. Olhei para a cara dele à procura de uma expressão que me indicasse que estava realmente aflito. Em vão, os olhos dele nada diziam, ele podia estar a morrer e os olhos dele nada me diziam.

Fecha-se aqui portanto um ciclo e inicia-se outro, voltando ao início: a incapacidade de perceber os pássaros.

É uma loucura, chega até a assustar um pouco, este mundo alternativo em que vivo neste blog, para o quel escolhi um tema com o qual não me identifico e que não me suscita interesse: pássaros. Escolhi o tema e os pássaros enchem a minha vida dentro e fora do blog.

O pardal já não está cá. Ao final da tarde, recebi a visita de um vizinha que tem um jeito natural para criar pássaros. Insisti que o levasse, porque o cão poderia apanhá-lo. Eu só não queria ter mais trabalho com ele.

domingo, 1 de junho de 2008

Andorinhas e Primavera


Ontem no caminho que pouco varia para o trabalho, ao passar pelo local onde tinha visto a andorinha morta procurei-a, desejando já não a ver... e não a vi.

Já a contornar o edifício onde trabalho, começo a ver no meio da porcaria acumulada das andorinhas uma andorinha morta... e mais outra e mais outra e mais outra, muitas andorinhas pequeninas mortas. Ninguém as matou, caíram do ninho antes que soubessem voar, nem tentaram porque caíram mesmo por baixo da zona dos ninhos.

Aquilo que sinto é um produto de tantas coisas...

É fruto da importância que as coisas têm para mim. A morte é importante, a dor é importante... são ausência de vida e de bem estar.

A quantidade é importante, por morrer uma andorinha não acaba a Primavera, mas e se morrerem uma dúzia?

O tamanho importa, não é a mesma coisa ver uma dúzia de andorinhas mortas no chão ou ver uma dúzia de avestruzes ou mesmo baleias

Também é muito diferente algo morrer a 30cms da minha cara, a 2 metros, a 30 ou noutro país.

E claro, o que sinto é diferente através da forma como se toma contacto, seja por visão, audição, tacto, cheiro, imaginação ou memória.

O que sinto por algo que está a acontecer, que acabou de acontecer, que aconteceu até antes de eu ter nascido ou que irá acontecer é diferente, a distância no tempo importa, o tempo é mesmo uma 4ª dimensão mesmo nos sentimentos.

A empatia que sinto por uma pessoa, uma planta, um animal ou algo sem vida são diferentes. O que sinto é enormemente afectado pela empatia que tenho com o que observo.

E o que sinto depende de mim, no momento, porque eu mudo a cada momento, a cada sentimento.

Como é que se compreende e se sente ao mesmo tempo?

Fazer uma imagem para este post vai ser fácil, vou ser mais óbvio do que em todos os posts anteriores.

***

Fazer uma imagem para este post foi díficil. Saber o que quero está longe de ser um bom método de criação para mim.

Your name is being called by sacred things,
that are not addressed or listened to.
Sometimes they blow trumpets.