terça-feira, 3 de junho de 2008

Espectativas


Enquanto ia para o trabalho, ia tentando decidir se deveria olhar para os locais onde tinha visto andorinhas mortas. Ao aproximar-me do local onde tinha visto a primeira andorinha morta, olhei confiante porque sabia que no dia anterior já a tinham removido. No entanto estava lá outra.

Esta surpresa baralhou-me o raciocínio que tinha feito em que pesava os prós e os contras de olhar para o chão ou para o céu para ver andorinhas vivas em vez de mortas. Como resultado, ao aproximar-me do edifício em que trabalho e onde tinha visto muitas andorinhas no chão, olhei. Olhei e não vi. Não vi andorinhas mortas.

Hoje ao pé de um lago, uma abelha lutava contra a viscosidade da superfície da água. É mesmo um problema de escala. Para nós esse problema não existe, mas para animais pequenos é na maior parte das vezes o fim. Mas não para todos.

Para esta abelha não foi o fim porque eu mergulhei a trela do cão na água, ela agarrou-se subiu e secou-se no topo do banco de jardim. Assisti inclusive a uma daquelas cenas de filmes de acção em que alguém cai da beira de um prédio e a câmara (eu) depois mostra que afinal o personagem ficou preso numa parte da estrutura do prédio.

Voltando à viscosidade da água, muitos pequenos animais podem ser tirados a tempo quando caem na água e, tendo oportunidade de se secarem, estão safos.

Outros são tão pequenos que se têm o azar de romper a membrana da superfície da água, esta envolve-os e mata-os em 2 ou 3 segundo. Mesmo que se tente retirá-los imediatamente, não serve de nada. No entanto são tão pequenos, que algumas vezes, se calha uma pequena quantidade de água lhes passar por cima e seguir, eles conseguem sair ilesos.

Lembro-me de ver isto acontecer algumas vezes com umas formigas brasileiras muito pequeninas. Se a água passar rapidamente por cima delas, elas têm uma boa possibilidade de saírem da experiência enxutas.

Fiz esta imagem uma meia hora antes deste episódio da abelha.

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