
É tempo. A 1ª série de imagens chegou ao fim, eu nem sabia que ia haver uma só imagem quando iniciei o blog, quanto mais várias séries delas.
Não quero mais explorar aquele tipo de imagem, com aquele estilo de cores, etc (se me pusesse à procura, talvez encontrasse a lista completa de coisas que aquele conjunto de imagens tem em comum, mas não o vou fazer, daí o "etc").
Nas últimas imagens, eu já estava a esgotar a frescura das ideias iniciais, fossem elas quais fossem e já era tudo demasiado forçado. É altura de mudar.
Continuando a minha recusa que este blog seja algo demasiado pessoal ou pior ainda, uma forma de tocar outros, cada vez mais o blog é um pretexto para criar.
Hoje o meu cão encontrou um pequeno pardal na rua. Ele viu-o primeiro, mas eu consegui chegar antes.
O pardal estava em frente a dois portões de uma vivenda fechados. Quando eu cheguei ao pé dele, evitando que o meu cão chegasse antes, o pardal não fugiu. Pensei em empurrá-lo para dentro do quintal, que tinha muita vegetação, os pais concerteza iriam alimentá-lo. Mas pensei que poderia ser apanhado por um gato ou que voltasse para a rua. Apanhei-o e levei-o para casa.
Esvaziei um pacote de biscoitos do cão e coloquei o pardal lá dentro, procurei na net o que lhe deveria dar para comer e fui preparar a sua refeição. Pensei deixá-lo ficar com o pacote de biscoitos vazio como casa, porque para além de ser aconchegante, não permitia que ele me visse ou que eu o visse e me afeiçoasse demasiado a ele. Rapidamente lhe arranjei um casa de vidro: um aquário em forma de globo que ficou ao lado do monitor do meu pc.
Que cara séria, zangada e decidida tem um pequeno pardal. Comecei a dar-lhe comida, forçando a abertura do bico e inserindo a seringa com comida. Exagerei na dose e ele arfou com o bico aberto. Parecia que não conseguía respirar. Olhei para a cara dele à procura de uma expressão que me indicasse que estava realmente aflito. Em vão, os olhos dele nada diziam, ele podia estar a morrer e os olhos dele nada me diziam.
Fecha-se aqui portanto um ciclo e inicia-se outro, voltando ao início: a incapacidade de perceber os pássaros.
É uma loucura, chega até a assustar um pouco, este mundo alternativo em que vivo neste blog, para o quel escolhi um tema com o qual não me identifico e que não me suscita interesse: pássaros. Escolhi o tema e os pássaros enchem a minha vida dentro e fora do blog.
O pardal já não está cá. Ao final da tarde, recebi a visita de um vizinha que tem um jeito natural para criar pássaros. Insisti que o levasse, porque o cão poderia apanhá-lo. Eu só não queria ter mais trabalho com ele.
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