segunda-feira, 9 de junho de 2008

Corujas e andorinhas - Parte II


De vez em quando sonho com peixes que em vez de nadarem na água, nadam no ar. Não se movem como pássaros mas como insectos.

A sensação que tenho quando os vejo em sonhos é semelhante à que tive hoje quando vi uma quantidade de andorinhas a voar muito baixo, havendo mesmo algumas pousadas no chão. À primeira vista pensei que estivessem a apanhar barro para fazer o ninho, mas a zona em que estavam pousadas era uma zona de terra batida muito seca. Não precisei esperar muito tempo para ver duas delas a acasalar.

Os céus estão cheios delas, porque aos pais se juntaram os filhotes. Nota-se perfeitamente quem é quem devido à grande diferença de agilidade no voo.

O Verão está aí a chegar e praticamente todos os dias passo um bocado sentado num banco de jardim em frente a um lago com o meu cão. É raro aparecer mais alguém, pelo menos aos dias de semana. É um bocado em que se vê as nuvens passar, se sente o jogo entre o Sol e o vento na pele e se vê as andorinhas a rasar a água. Como dizem os americanos, não fica melhor do que isto.

À noite, no intervalo do trabalho, tive a sorte de voltar a ver a entrada de uma coruja para o ninho na parede, abaixo da linha dos ninhos das andorinhas. Uma entrada menos perfeita que a primeira que tinha visto. Passados segundos, sai outra coruja que estava em cima do telhado e segue pela cidade num voo muito irregular para uma coruja. Fiquei a pensar que talvez fosse um dos progenitores que saiu para caçar quando chegou o outro. Mas depois há uma outra coruja que chega e tenta entrar no ninho. Comecei a ouvir soprar no ninho e fiquei na dúvida, se seriam os filhotes a lhe pedir comida que não tinha, ou a tentar expulsar um intruso. De qualquer forma, os filhotes ficaram a soprar durante muito tempo.

E quando há muitas coisas a dizer sobre pássaros, sobra menos espaço para divagar. Aqui fica mais uma imagem (acima, como os pássaros devem estar).

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