segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sindrome de Estocolmo


Um outro pardal, ainda mais pequeno do que o anterior apareceu. Desta vez não passei a responsabilidade a ninguém e resolvi tomar conta dele.

Tem um ninho feito de uma ligadura enrolada dentro de um globo de vidro e ele permanece sempre dentro dele.

Olho para ele e vejo que ainda tem medo de mim, mesmo após alguns dias. Tive que o forçar a comer nos primeiros dias, abrindo-lhe o bico com a unha e enfiando uma seringa com comida pela garganta abaixo.

Agora já não preciso força-lo a comer e ele até parece apreciar o tempo que passa no bolso da minha camisa. No entanto se aproximo o dedo do ninho para lhe fazer uma festa nas costas, ele encolhe-se o mais que pode para o fundo do ninho.

Durante a tarde coloco o globo ao ar livre e ele convive um pouco com pardais adultos que se aproximam, atraídos por umas migalhas que coloco próximo.

Não sei o que lhe passa pela cabeça. Não tenho certeza se me vê como uma ameaça, como amigo ou o que seja. Quando está tudo em silêncio e ele pia, eu falo com ele uns segundos, para que não se sinta só, para saber que alguém se interessa por ele. Talvez ele se interesse por isso.

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